De onde vêm os números desta página?
O modelo inteiro cabe em três ideias: uma média que dá mais peso ao que é recente e maior, uma dúvida que cresce com o tempo que falta, e uma chance que é a fração de cenários compatíveis com os dados.
Como você quer ler esta página?
A explicação técnica é a mesma que sempre esteve aqui, palavra por palavra. A simples não tira nada: só troca as palavras difíceis.
Média, pesos e as duas chances
Cada pesquisa entra na média com um peso: mais nova e com mais gente ouvida pesa mais. Depois o painel calcula duas chances — uma se a votação fosse hoje e outra para o dia da votação. A segunda carrega mais dúvida, porque até lá a corrida ainda pode andar. A chance final soma os dois caminhos: ganhar já no 1º turno, ou ganhar no 2º.
Abaixo, o texto técnico completo — é ele que vale para quem quiser conferir a conta.
Peso = recência (decaimento exponencial) × √(amostra/2000), teto 1,5. A probabilidade “no cenário atual” usa a incerteza de hoje (dispersão entre institutos + erro sistemático possível de todo o setor). A probabilidade “no dia da votação” soma a deriva da opinião, que cresce com a raiz do tempo restante — por isso ela é sempre menos cravada que a de hoje. A chance de eleição combina os caminhos: vitória direta no 1º turno (mais de 50% dos válidos) ou vitória no 2º turno.
As probabilidades são arredondadas para número inteiro e assim ficam. Casa decimal em probabilidade de vitória é precisão falsa: uma variação de 1 ponto na probabilidade corresponde a cerca de um décimo de ponto na intenção de voto prevista.
Como a tendência é calculada
Para saber se a diferença subiu ou desceu, o painel compara cada instituto com ele mesmo: a pesquisa nova contra a anterior da mesma casa, até 75 dias de distância. Assim, diferença de método entre institutos não vira movimento falso. Mudança menor que 0,8 ponto é tratada como “ficou igual”.
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Para evitar que diferenças de metodologia entre institutos virem “tendência” falsa, o indicador compara cada instituto com ele mesmo: última rodada menos a rodada anterior (até 75 dias), e tira a média desses pares. |Δ| menor que 0,8 p.p. é tratado como estável. As linhas do gráfico são a média ponderada recalculada ao longo do tempo.
Classificação dos cenários
São quatro faixas para descrever a chance: de 50 a 60 em 100 está em aberto; de 60 a 75, na frente por pouco; de 75 a 90, na frente; acima de 90, bem na frente — e nem aí é garantia. Numa pesquisa isolada, empate técnico é quando a diferença é menor que o dobro da folga da medida — a margem de erro.
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Sobre a chance de eleição projetada: 50–60% empate técnico projetado · 60–75% leve favoritismo · 75–90% favorito · 90%+ amplamente favorito. Em cada pesquisa isolada, “empate técnico” = diferença ≤ 2× a margem de erro. O modelo assume que os dois primeiros colocados vão ao 2º turno — nas pesquisas atuais o 3º colocado tem no máximo 8%.
A régua acima é publicada de propósito e usada literalmente: o título do veredito nunca usa uma palavra que não esteja nesta tabela. Palavras carregam probabilidade implícita, e cada leitor calibra a sua — então a nossa fica à vista.
Limitações que você deve conhecer
Pesquisa é uma foto do momento, e foto sai errada às vezes. Aqui estão, sem maquiagem, os pontos em que este painel pode errar — inclusive os que a gente não tem como consertar.
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Pesquisas são retratos. Em 2022 parte dos institutos subestimou a votação da direita — o erro sistemático do modelo existe por isso e é ajustável. O erro sistemático padrão (4,0) é ancorado no estado não calibrado dos institutos: o gabarito que reduziu o erro para +3,1 em 2022 — o resultado real do 1º turno — só existirá depois de 04/10/2026. Cenários estimulados variam (lista de nomes, presencial × telefone × on-line). Rodadas antigas de alguns institutos não divulgaram o 1º turno ou o detalhe de brancos/nulos (marcadas n/d) — elas entram só onde há dado. A Datafolha de julho não detalhou brancos/nulos do 1º turno, então fica fora do cálculo de votos válidos do 1º turno.
Resultados de institutos diferentes não são estritamente comparáveis entre si: método, lista de nomes e modo de coleta mudam. É por isso que a tendência é sempre pareada e que o peso de cada rodada aparece na série, em vez de tudo virar uma média anônima.
Como a lista é atualizada (e por que não há botão)
Pesquisa nova não entra sozinha. Um robô procura todo dia, e uma pessoa precisa conferir a fonte e aprovar. Tudo o que entra ou sai fica registrado numa lista pública. Não existe botão de atualizar nesta página, de propósito.
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Uma vez por dia, uma rotina no servidor consulta a web em busca de rodadas novas dos institutos (posteriores à pesquisa mais recente da série), extrai os números em formato estruturado e aplica checagens de sanidade: faixas plausíveis de intenção de voto, coerência das datas, URL de fonte obrigatória e deduplicação por instituto e data de campo.
O que essa rotina encontra não entra na série sozinho: nasce como pendente e só é publicado depois de aprovação humana, registrada em auditoria pública — que você pode conferir na lista do que já mudou. Não existe gatilho público de atualização: sem essa regra, qualquer pessoa poderia forçar a entrada de uma rodada conveniente no momento conveniente.
O parâmetro de viés direcional é a resposta quantitativa à pergunta “e se as pesquisas estiverem erradas de novo?”: ele aplica ao agregado o padrão de erro observado em 2018 e 2022 (subestimação da direita). Mover esse slider no painel muda todos os números da página, inclusive o cenário-base — é assim que se vê que o “cenário mais provável” é função das premissas, não um palpite.
Todas as palavras explicadas
São as mesmas explicações que abrem quando você toca num chip no painel, reunidas aqui em uma página só.
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As mesmas definições publicadas nos chips do painel, reunidas para consulta.
Lista das palavras explicadas
- margem de erro
- “Folga da medida” e “margem de erro” são a mesma coisa — este painel usa o primeiro nome, a televisão usa o segundo. A pesquisa ouviu uma parte das pessoas, não todas — então o número real pode estar um pouco para cima ou um pouco para baixo. Exemplo: folga de 2 pontos com Lula em 47% quer dizer que o número real está, provavelmente, entre 45% e 49%.
- 2º turno
- Se ninguém passar da metade dos votos válidos no 1º turno, os dois mais votados disputam de novo, três semanas depois. Em 2026: 4 de outubro e 25 de outubro.
- votos válidos
- É o bolo de votos depois de tirar os brancos e os nulos. Nas pesquisas também se tira quem ainda não sabe, porque essa pessoa ainda não escolheu. Exemplo: numa pesquisa com Lula 47%, Flávio 41% e 12% de branco, nulo e indecisos, em votos válidos fica 53% × 47% — e é esse bolo que decide se alguém passou da metade e ganhou já no 1º turno.
- tendência
- É a comparação de cada instituto com ele mesmo: a pesquisa nova contra a anterior da mesma casa. Exemplo: se o mesmo instituto dava 5 pontos de diferença em junho e dá 3 agora, a tendência é de queda de 2 pontos. Mostra se a diferença subiu ou desceu; não diz que vai continuar caindo.
- viés
- É a pergunta “e se todas as pesquisas estiverem puxando para o mesmo lado?”. Você diz o tamanho da puxada e o painel refaz a conta. Exemplo: com uma puxada de 3 pontos a favor de Lula, uma diferença medida de 4,7 pontos vira 1,7 na conta. É um teste, não uma acusação.
- empate técnico
- É quando a diferença entre os dois é menor que o dobro da folga da medida — a folga de cada número vale em dobro quando se comparam os dois. Exemplo: folga de 2 pontos vira 4 na diferença, então uma vantagem de 3 pontos é empate técnico. Não quer dizer que estão iguais: quer dizer que a pesquisa não consegue dizer quem está na frente.
- projeção
- É o número calculado para o dia da votação, não para hoje. Ele junta o retrato de hoje com o quanto a corrida ainda pode andar até lá. Exemplo: 88 em 100 se a votação fosse hoje podem virar 83 em 100 em outubro, porque falta tempo para a opinião se mexer.
- peso da pesquisa
- É o quanto cada pesquisa conta na média. Mais nova e com mais gente ouvida conta mais. Exemplo: uma pesquisa desta semana pode entrar com peso 1,00 e uma de três meses atrás com peso 0,05 — a antiga continua na lista para mostrar o movimento, mas quase não mexe na média de hoje.
- ponto
- Ponto é a unidade da diferença. Uma diferença de 5 pontos quer dizer cerca de 5 pessoas a mais em cada 100.
- chance
- Chance é quantas vezes uma coisa acontece em 100 situações parecidas. 10 em 100 é o mesmo que 1 em 10: pouco, mas não impossível.
- quantas pessoas foram ouvidas
- É o tamanho da pesquisa. Quanto mais gente ouvida, menor a folga da medida. Exemplo: com 2.000 pessoas ouvidas a folga fica perto de 2 pontos, e para cortá-la pela metade seria preciso ouvir quatro vezes mais gente. Cada instituto calcula a sua, e ouvir mais gente não conserta erro de método.
- o quanto a corrida ainda pode andar
- É o espaço que sobra para a opinião mudar até a votação, por causa da propaganda na TV, dos debates e de fatos novos. Quanto mais longe o dia da votação, maior esse espaço.
- registro no TSE
- Toda pesquisa eleitoral precisa ser registrada na Justiça Eleitoral antes de ser divulgada, com um número que fica público. Pesquisa sem registro não entra aqui.
As 13 pesquisas que alimentam o painel
Estas são as 13 pesquisas que alimentam o painel, com o número do registro no TSE e o link da publicação original de cada uma.
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Fontes da série (13), com período de campo e registro no TSE.
Lista completa
- PoderDatapesquisa de 26/07–28/07/2026BR-07845/2026
- Nexuspesquisa de 24/07–26/07/2026BR-01489/2026
- AtlasIntelpesquisa de 22/07–27/07/2026BR-08602/2026
- Datafolhapesquisa de 22/07–24/07/2026BR-01166/2026
- Indexapesquisa de 16/07–19/07/2026BR-02094/2026
- Gerppesquisa de 15/07–17/07/2026BR-05026/2026
- Genial/Quaestpesquisa de 10/07–13/07/2026BR-07181/2026
- AtlasIntelpesquisa de 26/06–30/06/2026BR-04582/2026
- PoderDatapesquisa de 21/06–24/06/2026BR-05722/2026
- Datafolhapesquisa de 17/06–18/06/2026BR-09956/2026
- Genial/Quaestpesquisa de 05/06–08/06/2026BR-07661/2026
- Datafolhapesquisa de 03/03–05/03/2026o número do registro não está na publicação
- Genial/Quaestpesquisa de 08/01–11/01/2026BR-00835/2026
De onde vieram os números de erro
Estas são as reportagens e os registros de onde saíram os números de erro de 2018, 2022 e 2024.
Abaixo, o texto técnico completo — é ele que vale para quem quiser conferir a conta.
Fontes do histórico de erros das pesquisas.
- Metrópoles — erros de 13 a 23,5 pontos no 1º turno de 2022; de 0,4 a 6,2 no 2º turno
- CNN — os números da véspera do 1º turno de 2022 (Datafolha 50 × 36; Ipec 51 × 37)
- Congresso em Foco — quem acertou o 2º turno de 2022 e o de 2018
- Estado de Minas — o resultado real do 1º turno de 2022 comparado com as pesquisas
- Gazeta do Povo — Datafolha na véspera do 2º turno em São Paulo, 2024 (57 × 43; o resultado real foi 59,4 × 40,6)
- Wikipédia — a eleição de São Paulo em 2024: as pesquisas de véspera (Quaest 55 × 45; Futura 59,7 × 40,3) e o resultado