2º turno · 25 de outubro · faltam 61 dias
Presidente 2026 · Lula (PT) × Flávio Bolsonaro (PL)
Em 100 eleições parecidas com esta, Lula é eleito em 70 e Flávio em 30.
o mesmo que dizer 70% de para Lula e 30% para Flávio
← Flávio na frente · 3169 · Lula na frente →
Cada bolinha é um resultado possível: nenhuma é o resultado — até outubro isso ainda pode mudar. Aqui, só a decisão de 25 de outubro: 69 do lado de Lula, 31 do lado de Flávio. Em 2 de cada 100 cenários não há 2º turno; esses entram na frase de cima, que dá 70 e 30.
Isto não é previsão. É o que as 21 pesquisas registradas no TSE dizem hoje, mais o tanto que a corrida ainda pode andar até outubro.
Lula está na frente por pouco — e isso ainda pode mudar
A vantagem existe, mas cabe dentro do erro que as pesquisas já cometeram antes, somado aos 61 dias que ainda faltam. Virada segue possível.
Chance não é resultado. O painel monta 100 cenários compatíveis com as pesquisas de hoje e com o quanto a corrida ainda pode andar até outubro, e conta em quantos deles cada um termina eleito.
Um resultado que aparece em 30 de 100 cenários é pouco provável — não é impossível.
Se a votação fosse hoje: Lula seria eleito em 73 de cada 100 cenários; Flávio, em 27.
A diferença entre as duas linhas é o tempo. O número de outubro soma o quanto a corrida ainda pode andar — propaganda na TV, debates, fato novo. Por isso o número de outubro carrega mais dúvida que o de hoje.
Como a eleição se decide: 98 de cada 100 cenários terminam com decisão no , em 25 de outubro. Em 2 de cada 100, a eleição acaba já no 1º turno.
1º turno · 4 de outubro · faltam 40 dias
21 pesquisas de 9 institutos, todas com . Cada uma tem link para a publicação original.
Todo dia um robô procura pesquisas novas. Nada entra sem uma pessoa conferir e aprovar, e tudo o que entra fica registrado numa lista pública.
Como ler esta página
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Quem está na frente?
Na média das pesquisas do 2º turno, Lula tem 45,9% e Flávio 43,5% — diferença de 2,5 pontos, cerca de 2 pessoas a mais em cada 100.
Estes são os números das pesquisas, sem projeção: a média que o painel faz do que os institutos mediram até agora. A eleição tem dois dias: 4 de outubro e, se ninguém passar de metade dos , 25 de outubro.
2º turno · 25 de outubro · é aqui que se decide
Lula 45,9%Flávio 43,5%
diferença de 2,5 pontos
Em : 51,4% × 48,6%
9 das 12 pesquisas dos últimos 35 dias estão em : nelas, a diferença é menor que o dobro da folga da medida — a margem de erro. É essa a folga que vale quando se comparam os dois números. Em Veritá, quem aparece à frente é Flávio, por 5,3 pontos, ainda dentro dessa folga.
Os institutos discordam entre si em cerca de 3,5 pontos na diferença entre os dois.
Se a decisão fosse hoje, Lula ganharia em 73 de cada 100 cenários.
No dia 25 de outubro, em 69 de cada 100.
Em 8 de cada 10 cenários, a diferença medida nas pesquisas fica entre −3,8 e +8,8 pontos. A ponta de baixo dessa faixa é uma vitória apertada de Flávio.
1º turno · 4 de outubro
Lula 40,2%Flávio 34,6%
É a média das pesquisas em que o entrevistador mostra a lista de nomes.
Em , Lula tem cerca de 44,3% — faltam 5,7 pontos para a metade que evitaria o 2º turno.
Lula ganhar já no 1º turno, se fosse hoje: 1 em 100
Lula ganhar já no 1º turno, em 4 de outubro: 2 em 100
Flávio ganhar já no 1º turno acontece em menos de 1 de cada 100 cenários — precisaria de mais da metade dos .
Subiu ou desceu desde a pesquisa anterior?
2º turno
Lula praticamente igual (−0,3) · comparando 5 institutos com eles mesmosFlávio praticamente igual (+0,7) · comparando 5 institutos com eles mesmosDiferença caiu 1,0 pontos · comparando 5 institutos com eles mesmos1º turno
Lula praticamente igual (−0,3) · comparando 3 institutos com eles mesmosFlávio subiu 1,3 pontos · comparando 3 institutos com eles mesmosDiferença caiu 1,7 pontos · comparando 3 institutos com eles mesmosPara não confundir método com movimento, o painel compara cada instituto com ele mesmo: a pesquisa nova contra a anterior da mesma casa. Subir agora não quer dizer que vai continuar subindo.
Isso ainda pode virar?
Pode. Em 31 de cada 100 cenários para 25 de outubro, é Flávio quem ganha a decisão — e em 30 de cada 100 ele termina eleito, contando os dois caminhos.
Cada bolinha é um resultado possível para a diferença no dia da votação, e todas valem o mesmo. As que caem à direita da régua são cenários em que Lula ganha; à esquerda, cenários em que Flávio ganha. Na régua, os dois teriam o mesmo tanto de voto. Quanto mais espalhadas, menos fechada está a disputa.
← Flávio na frente · 3169 · Lula na frente →
Tudo o que está do lado esquerdo da régua é o espaço de virada que os dados de hoje ainda comportam.
Três coisas mudariam este quadro. Pesquisas novas trazendo a diferença para baixo de 2 pontos. Três institutos seguidos com Flávio na frente, fora da folga. Ou uma puxada das pesquisas a favor de Lula maior que 2,5 pontos — menos que os 6,3 do 1º turno de 2022.
Como a diferença mudou com o tempo?
Desde janeiro a diferença encolheu: era de cerca de 7,0 pontos e hoje está em 2,5. No caminho ela subiu e desceu — não foi uma queda em linha reta.
Cada bolinha é uma pesquisa. A linha é a média do painel, que dá mais peso às pesquisas mais novas e maiores. A faixa em volta da linha é a dúvida: quanto mais larga, menos se sabe.
Lula na frente ↑a altura é a diferença, em pontos
Flávio na frente ↓
empate — nesta altura os dois teriam o mesmo tanto de voto.
A linha vertical marcada hoje é onde as pesquisas acabam. Dali para a frente a faixa fica tracejada: é , não pesquisa.
Cada bolinha é uma pesquisa, na cor de quem aparece à frente nela: acima da régua, Lula; abaixo, Flávio. A linha ameixa é a média do painel, e é uma só. Hoje a média do 2º turno está em 45,9% para Lula e 43,5% para Flávio.
O que dizem as 21 pesquisas?
9 das 12 pesquisas dos últimos 35 dias estão em ; nas outras 3, Lula aparece na frente.
Cada linha é uma pesquisa registrada no TSE, da mais nova para a mais antiga. O diz o quanto ela conta na média: mais nova e com mais gente ouvida pesa mais. A barra mostra o dobro da — é essa a folga da diferença entre os dois. Quando a barra cruza a régua do empate, não dá para dizer quem está na frente.
← Flávio na frenteLula na frente →empate
Datafolhaencontrada automaticamente — confira a fonte
18/08–20/08 · peso na média 0,81
Lula 47,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno 39,0% × 33,0%
Registro no TSE BR-04496/2026
Datafolhaencontrada automaticamente — confira a fonte
18/08–19/08 · peso na média 0,80
Lula 47,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno 39,0% × 33,0%
Registro no TSE BR-04496/2026
Veritáencontrada automaticamente — confira a fonte
16/08–20/08 · peso na média 1,08
Lula 42,0%Flávio 47,3%
Flávio na frente
1º turno 39,3% × 39,1%
Registro no TSE BR-04006/2026
Nexusencontrada automaticamente — confira a fonte
14/08–16/08 · peso na média 0,70
Lula 47,0%Flávio 44,0%
empate técnico
1º turno 41,0% × 36,0%
Registro no TSE BR-03317/2026
Genial/Quaestencontrada automaticamente — confira a fonte
10/08–13/08 · peso na média 0,63
Lula 43,0%Flávio 40,0%
empate técnico
1º turno 38,0% × 31,0%
Registro no TSE BR-06773/2026
Ver as outras 16 pesquisas, mais antigas
PoderData/Ayaencontrada automaticamente — confira a fonte
09/08–12/08 · peso na média 0,66
Lula 46,0%Flávio 45,0%
empate técnico
1º turno 41,0% × 35,0%
Registro no TSE BR-06868/2026
Nexusencontrada automaticamente — confira a fonte
07/08–09/08 · peso na média 0,56
Lula 47,0%Flávio 44,0%
empate técnico
1º turno 40,0% × 35,0%
Registro no TSE BR-08428/2026
Nexusencontrada automaticamente — confira a fonte
31/07–02/08 · peso na média 0,44
Lula 46,0%Flávio 45,0%
empate técnico
1º turno 41,0% × 37,0%
Registro no TSE BR-02874/2026
26/07–28/07 · peso na média 0,41
Lula 46,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno 41,0% × 35,0%
Registro no TSE BR-07845/2026
24/07–26/07 · peso na média 0,35
Lula 47,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno 42,0% × 33,0%
Registro no TSE BR-01489/2026
22/07–27/07 · peso na média 0,52
Lula 49,2%Flávio 42,9%
Lula na frente
1º turno 44,9% × 35,8%
Registro no TSE BR-08602/2026
22/07–24/07 · peso na média 0,33
Lula 48,0%Flávio 43,0%
Lula na frente
1º turno 40,0% × 32,0%
Registro no TSE BR-01166/2026
16/07–19/07 · peso na média 0,27
Lula 46,0%Flávio 39,0%
Lula na frente
1º turno 41,0% × 30,0%
Registro no TSE BR-02094/2026
15/07–17/07 · peso na média 0,26
Lula 45,0%Flávio 46,0%
empate técnico
1º turno 38,0% × 38,0%
Registro no TSE BR-05026/2026
10/07–13/07 · peso na média 0,23
Lula 45,0%Flávio 37,0%
Lula na frente
1º turno 40,0% × 28,0%
Registro no TSE BR-07181/2026
26/06–30/06 · peso na média 0,22
Lula 48,8%Flávio 42,3%
Lula na frente
1º turno não divulgado nesta pesquisa
Registro no TSE BR-04582/2026
21/06–24/06 · peso na média 0,13
Esta pesquisa já está velha: conta pouco na média de hoje.
Lula 46,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno não divulgado nesta pesquisa
Registro no TSE BR-05722/2026
17/06–18/06 · peso na média 0,10
Esta pesquisa já está velha: conta pouco na média de hoje.
Lula 47,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno não divulgado nesta pesquisa
Registro no TSE BR-09956/2026
05/06–08/06 · peso na média 0,07
Esta pesquisa já está velha: conta pouco na média de hoje.
Lula 44,0%Flávio 38,0%
Lula na frente
1º turno 39,0% × 29,0%
Registro no TSE BR-07661/2026
03/03–05/03 · peso na média 0,00
Esta pesquisa já está velha: conta pouco na média de hoje.
Lula 46,0%Flávio 43,0%
empate técnico
1º turno não divulgado nesta pesquisa
Registro no TSE o número do registro não está na publicação
08/01–11/01 · peso na média 0,00
Esta pesquisa já está velha: conta pouco na média de hoje.
Lula 45,0%Flávio 38,0%
Lula na frente
1º turno 36,0% × 23,0%
Registro no TSE BR-00835/2026
Toda pesquisa eleitoral precisa ser registrada na Justiça Eleitoral antes de ser divulgada. Sem registro, ela não entra aqui.
E os outros candidatos?
O terceiro colocado está 29,9 pontos atrás do segundo — por isso o painel faz a conta do 2º turno só entre os dois primeiros.
Aqui estão todos os nomes testados no 1º turno, com a média de cada um. O par principal não é escolha nossa: são os dois primeiros da própria lista. Se o ranking mudar, o painel avisa.
Enquanto essa distância valer, a eleição se decide entre os dois primeiros — e é para esse par que os institutos perguntam sobre o 2º turno.
Por que a disputa está assim?
Os dois lados têm voto fechado e rejeição alta. Por isso a diferença anda devagar, e quase sempre dentro da mesma faixa.
Estes cartões não são opinião: são números medidos por institutos, com a fonte em cada um. Eles não entram na conta da chance — servem para entender por que ela se mexe tão pouco.
Quanta gente aprova o governo
Quaest: 48% aprovam, 47% desaprovam · Real Time Big Data: 46% aprovam, 50% desaprovam · AtlasIntel: 47,6% aprovam, 51,2% desaprovam · PoderData: 42% aprovam, 51% desaprovam.
País dividido. Na Quaest foi a primeira vez, desde dezembro de 2024, que mais gente aprova do que desaprova.
Quanta gente diz que não votaria de jeito nenhum
Não votaria de jeito nenhum: Lula 47% a 53% · Flávio 46% a 57%, conforme o instituto. Quem diz que poderia votar (Quaest, julho): Lula 47% × Flávio 38%.
Os dois têm muita gente que não votaria neles de jeito nenhum, e isso limita até onde cada um pode chegar.
Quanta gente já está decidida
“É o único em que votaria”: Lula 36% × Flávio 31% (PoderData, julho).
Dois terços de quem vota em cada um já diz que não votaria em mais ninguém.
O que ainda vai acontecer até a votação
16/08: começa a campanha de Lula · a convenção do PL confirmou Flávio · propaganda no rádio e na TV a partir do fim de agosto · debates na TV · votação em 04/10 e 25/10.
A maior parte da propaganda e dos debates ainda não aconteceu.
O que está por trás desta disputa
Jair Bolsonaro está preso, com pena de 27 anos, e não pode se candidatar até 2030 · desde 22/07 os Estados Unidos cobram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, e as duas campanhas usam o assunto.
São dois fatos grandes, vindos de fora da disputa, e ainda não se sabe o efeito de nenhum deles na eleição.
O que ainda pode mexer
Os cerca de 10% que estão em cima do muro, a propaganda na TV a partir do fim de agosto e fato novo na economia ou na Justiça.
Quer mexer nos números você mesmo?
Estas quatro réguas são as suposições que o painel usa. Mexa nelas e o número muda na hora.
É teste seu: nada aqui altera os dados oficiais, e ninguém mais vê o que você mexeu. O botão de voltar ao oficial fica sempre à vista. Se você mexer em alguma régua, o painel inteiro passa a mostrar “simulação”.
Pesquisa mais nova conta mais na média.
Às vezes o erro não é de uma pesquisa só: todas erram para o mesmo lado.
Até a votação ainda tem propaganda na TV, debate e fato novo.
Aqui você supõe que todas as pesquisas estão puxando para o mesmo lado, e diz o tamanho da puxada.
Com as réguas no padrão, este é o número oficial do painel: Lula é eleito em 70 de cada 100 cenários, e Flávio em 30.
Resultado com as réguas no padrão: 70 em 100 para Lula, 30 em 100 para Flávio.
← Flávio · 3169 · Lula →
As bolinhas mostram só a decisão de 25 de outubro: 69 caem do lado de Lula e 31 do lado de Flávio. A largura da pilha é o tamanho da dúvida no dia da votação: quanto mais espalhadas, menos fechada está a disputa. A frase acima soma também quem ganha já em 4 de outubro — por isso dá outro número.
As contas, em uma linha cada
Diferença nas pesquisas: +2,5 menos a puxada suposta (+0,0) = +2,5 pontos.
Dúvida de hoje: o quanto a média das pesquisas ainda pode variar, combinado com o erro que todas podem cometer juntas — dá ± 4,1 pontos. As duas dúvidas não se somam: juntas dão menos que a soma.
Dúvida no dia da votação: a dúvida de hoje combinada com o quanto a corrida ainda pode andar — dá ± 4,9 pontos. Aqui também não se somam: 4,1 e 2,7 juntos dão 4,9, não a soma dos dois.
E se as pesquisas errarem como em 2022?
Se o erro do 2º turno de 2022 se repetisse igual, Lula continuaria à frente — eleito em 41 de cada 100 cenários, e por pouco, como em 2022.
Esta seção compara o que as pesquisas de véspera diziam com o resultado real, em cinco eleições. Serve para dar tamanho ao erro possível. Não é uma previsão de que ele vai acontecer de novo.
2018 · 1º turno
- O resultado real:
- Bolsonaro 46,0% dos votos válidos
- As pesquisas de véspera:
- Ibope e Datafolha na véspera: cerca de 36%
- De quanto foi o erro
- as pesquisas ficaram cerca de 10 pontos abaixo do que ele teve — o maior erro recente
2018 · 2º turno
- O resultado real:
- Bolsonaro 55,1% × Haddad 44,9%
- As pesquisas de véspera:
- Datafolha 55 × 45 · Ibope 54 × 46
- De quanto foi o erro
- acertaram: o erro ficou entre 0 e 1 ponto
2022 · 1º turno
- O resultado real:
- Lula 48,4% × Bolsonaro 43,2% — diferença de 5,2 pontos
- As pesquisas de véspera:
- Datafolha e Ipec na véspera: Lula 14 pontos à frente
- De quanto foi o erro
- a diferença publicada estava cerca de 9 pontos maior que a real, a favor de Lula; os que chegaram mais perto foram Paraná Pesquisas (7,1) e AtlasIntel (9,2)
2022 · 2º turno
- O resultado real:
- Lula 50,9% × Bolsonaro 49,1% — diferença de 1,8 ponto
- As pesquisas de véspera:
- erros de 0,4 a 6,2 pontos, conforme o instituto
- De quanto foi o erro
- pequeno a médio; quando erraram, foi a favor de Lula. Datafolha e Quaest (52 × 48) acertaram a diferença
2024 · São Paulo (o teste depois da correção)
- O resultado real:
- 1º turno: empate triplo confirmado · 2º turno: Nunes 59,4% × Boulos 40,6%
- As pesquisas de véspera:
- véspera do 2º turno: Datafolha 57 × 43 · Quaest 55 × 45 · Futura 59,7 × 40,3
- De quanto foi o erro
- dois anos depois da correção, Datafolha e Quaest ficaram de novo abaixo do que a direita teve (4,7 e 8,7 pontos na diferença); a Futura acertou — a correção veio pela metade, e desigual entre as casas
Por que pode acontecer de novo
O erro não foi acidente de uma eleição. Em 2018 e em 2022 as pesquisas subestimaram a direita — parte desse eleitor não responde, parte decide na última hora. O país continua dividido do mesmo jeito e os métodos das casas continuam parecidos. Nada garante que a correção já veio.
Por que pode ser menor
A eleição se decide no 2º turno, e é ali que o erro histórico é bem menor: de 0,4 a 6,2 pontos em 2022, quase zero em 2018. Além disso, o candidato da direita agora é outro: Flávio, não Jair. Não se sabe quanto do voto se transfere, e a direção do erro não é regra.
Por que o erro do 1º turno importa agora, se o do 2º é menor
O erro pequeno da decisão de 2022 (3,1 pontos) só foi possível porque, entre um turno e outro, os institutos ganharam um gabarito perfeito: o resultado real do 1º turno. Com ele na mão, eles corrigiram o método. As pesquisas que alimentam este painel ainda não passaram por essa correção — são o mesmo tipo de instrumento que produziu o erro de 6,3.
Por isso o erro do 1º turno entra três vezes na conta. Ele dá o tamanho da dúvida de hoje (o padrão de 4,0 fica entre os dois números). Ele muda a cara do 1º turno projetado: uma folga de cerca de 9 pontos vira uma chegada de cerca de 2,5. E ele define o teto do erro já visto no setor, usado no cartão de teste-limite. O 3,1 só vira a referência certa depois de 4 de outubro, quando o gabarito voltar a existir.
E as correções duram de uma eleição para a outra? Só em parte. Ajustes de método (peso de escolaridade, religião, forma de sortear quem responde) ficam. Mas a arma que salvou o 2º turno de 2022 — refazer a conta com o voto real recém-apurado — não é portátil: o gabarito envelhece e quem não responde muda. Existem dois testes. De 2018 para 2022, o erro do 1º turno voltou, no mesmo sentido e de tamanho parecido. Em São Paulo, em 2024, dois anos depois da correção, Datafolha e Quaest ficaram 4,7 e 8,7 pontos abaixo da diferença real de Nunes — a Futura acertou. Correção parcial e desigual: nem cura, nem volta à estaca zero.
Traduzindo em número, sempre falando da chance de Lula no dia da votação: se a correção se manteve (régua em 3,0), cerca de 86 em 100. Se veio só em parte — o padrão do painel, 4,0 — cerca de 83 em 100. Se o erro voltar para perto do tamanho do 1º turno (6,0, o topo da régua), cerca de 79 em 100. Escolha a sua suposição na régua de erro, logo acima.
E se a puxada fosse maior ou menor?
Toque em qualquer ponto do gráfico para aplicar aquela puxada ao painel inteiro.
Esta linha responde a uma pergunta só: se todas as pesquisas estiverem puxando para o lado de Lula, quanto muda a chance de cada um? Quanto mais para a direita, maior a puxada que você está supondo.
chance de ser eleito, em cada 100 — a linha tracejada no 50 é a metade a metade
0 quer dizer: nenhuma puxadatamanho da puxada suposta, em pontos
O ponto preto é a virada: as duas linhas se cruzam quando a puxada suposta fica perto do tamanho da diferença medida (+2,5 pontos). Puxada maior que isso a favor de Lula inverte quem está na frente.
Gráfico: chance de cada candidato ser eleito conforme o tamanho da puxada suposta, de −3 a +10 pontos. A virada acontece em +2,5 pontos.
E se o erro de 2022 se repetisse do mesmo tamanho?
Isto não diz que o erro vai se repetir. É uma conta de “e se”: pegamos o erro exato das pesquisas de véspera de 2022 e aplicamos nos números de hoje. Em 2026 o candidato da direita é outro e o contexto é outro.
1º turno, com o erro de 2022 aplicado
vai a 2º turno em mais de 99 de cada 100
Lula 43,3% × Flávio 43,4% dos votos válidos. Pelos números centrais, ninguém chega à metade: em mais de 99 de cada 100 cenários dessa hipótese haveria 2º turno, com uma chegada apertada de −0,1 pontos, em vez dos +6,2 das pesquisas. Lula chegar em 1º lugar acontece em 49 de cada 100.
2º turno, com o erro de 2022 aplicado
Lula ganha em 41 de cada 100
Lula 49,8% × Flávio 50,2% dos votos válidos: vitória apertada de Lula por −0,4 pontos — quase o resultado real de 2022, que foi 50,9 × 49,1.
Somando os dois turnos nesta hipótese
Lula 41 em 100 × Flávio 59 em 100
De cada 100 cenários desta hipótese: menos de 1 terminam com Lula eleito já no 1º turno. Os outros mais de 99 vão à decisão, e Lula ganha em 41 de cada 100 deles — o que dá 41 em 100. Somando os dois caminhos: 41 em 100.
De onde saem esses números
Em 2022, as pesquisas de véspera do 1º turno davam a Lula uma vantagem de 7,1 a 14 pontos (média de 11,6), e o resultado real foi 5,2. No 2º turno davam de 0,8 a 8 pontos (média de 4,9), e o resultado real foi 1,8. Os dois erros não se somam: as do 2º turno foram refeitas depois do susto do 1º, e o que sobrou de erro na decisão foi 3,1. No painel principal esta mesma hipótese aparece como cerca de 45 em 100, porque lá a dúvida sobre o tamanho da puxada continua na conta. Para a corrida se inverter seria preciso algo que não aconteceu em 2022: o erro do 1º turno chegar inteiro à decisão — é o cartão de teste-limite, acima.
De onde vieram os números de erro
- Metrópoles — erros de 13 a 23,5 pontos no 1º turno de 2022; de 0,4 a 6,2 no 2º turno
- CNN — os números da véspera do 1º turno de 2022 (Datafolha 50 × 36; Ipec 51 × 37)
- Congresso em Foco — quem acertou o 2º turno de 2022 e o de 2018
- Estado de Minas — o resultado real do 1º turno de 2022 comparado com as pesquisas
- Gazeta do Povo — Datafolha na véspera do 2º turno em São Paulo, 2024 (57 × 43; o resultado real foi 59,4 × 40,6)
- Wikipédia — a eleição de São Paulo em 2024: as pesquisas de véspera (Quaest 55 × 45; Futura 59,7 × 40,3) e o resultado
O que é mais provável acontecer em outubro?
Lula eleito, com a definição saindo em 25 de outubro e por diferença apertada: é o caminho que aparece em 68 de cada 100 cenários. Somando com o caminho de vitória já em 4 de outubro, Lula termina eleito em 70 de cada 100.
De todos os caminhos que o painel calcula, este é o que aparece em mais cenários. “Mais provável” não é “certo”: os outros caminhos continuam existindo, com as chances mostradas ao lado.
4 de outubro · 1º turno
Na maioria dos cenários ninguém passa da metade: vai para o 2º turno em 98 de cada 100. Lula chega em 1º lugar em 87 de cada 100.
25 de outubro · 2º turno
Havendo 2º turno, Lula ganha a decisão em 69 de cada 100 desses cenários — como o 2º turno acontece em 98 de cada 100, esse caminho vale 68 em 100. Some os 2 em 100 em que Lula já ganha em 4 de outubro: 70 em 100.
Divisão de votos mais provável
Lula 51,4% × Flávio 48,6% dos .
De quanto pode ser a diferença no fim, do jeito que as pesquisas medem
empate
- Flávio na frente: 31 em 100
- Lula por até 5 pontos: 39 em 100 — o mais provável
- Lula por 5 a 10: 24 em 100
- Lula por mais de 10: 6 em 100
Cada pedaço é uma faixa de diferença, e o tamanho dele é a chance daquela faixa acontecer.
Por que este é o caminho mais provável
Quatro motivos.
- Um: a vantagem é constante — 6 dos 7 institutos de julho mostram Lula à frente, e no sétimo os dois estão em empate técnico; a comparação de cada instituto com ele mesmo está estável.
- Dois: o contexto medido não desfavorece quem está no governo: aprovação e desaprovação próximas, rejeição alta dos dois lados e mais gente aberta a votar em Lula (47% contra 38%).
- Três: com dois terços de cada lado já decididos, a diferença anda devagar. Virar exige movimento fora do padrão de 2026.
- Quatro: mesmo assim a diferença fica apertada. Quando as pesquisas erraram em 2018 e em 2022, o erro foi na mesma direção — subestimando a direita — e a repetição fiel de 2022 dá algo perto de 51 × 49.
Como este caminho foi escolhido
O painel vai perguntando, uma coisa de cada vez, e fica sempre com a resposta mais provável. Cada resposta é a mais provável da sua pergunta — juntas elas descrevem o caminho mais comum, não o único.
Acaba no 1º turno? Não, em 98 de cada 100 cenários vai para o 2º. Quem chega na frente? Lula. Quem ganha a decisão? Lula. Por quanto? A faixa em destaque acima. Nada disso é opinião fixa: mude a régua da puxada para 6,3 e esta seção passa a descrever, sozinha, a vitória de Flávio.
Um resultado que aparece em 30 de cada 100 cenários acontece, no longo prazo, 1 vez a cada 3 eleições parecidas.
De onde vêm esses números?
De 21 pesquisas registradas no TSE, misturadas numa média que dá mais peso às mais novas e às que ouviram mais gente.
Depois da média, o painel calcula duas chances: uma se a votação fosse hoje e outra para o dia da votação. A segunda carrega mais dúvida, porque até lá a corrida ainda pode andar. Nada aqui é torcida: as contas estão abertas e as quatro suposições do painel ficam à vista.
- O peso de cada pesquisa vem de duas coisas: quando ela foi feita e quantas pessoas ouviu.
- A tendência compara cada instituto com ele mesmo, para que diferença de método não vire movimento falso.
- As faixas: de 50 a 60 em 100 está em aberto; de 60 a 75, na frente por pouco; de 75 a 90, na frente; acima de 90, bem na frente — e nem aí é garantia.
- , em uma pesquisa isolada, é quando a diferença é menor que o dobro da folga da medida.
Quando saem as próximas pesquisas?
Instituto não marca data. Dá para ver o ritmo de cada casa e as datas fixas do calendário da eleição.
O ritmo é o intervalo típico entre uma pesquisa e a seguinte da mesma casa. Ele é contado pelas datas de fim das entrevistas. A data estimada é isso: uma estimativa, não uma promessa.
- AtlasIntelúltima em 27/07 · a anterior saiu 27 dias antes · uma nova pode sair a qualquer momento
- Nexusúltima em 16/08 · vem publicando a cada 7 dias · pelo ritmo, uma nova pode sair a qualquer momento
- PoderDataúltima em 28/07 · a anterior saiu 34 dias antes · próxima por volta de 31/08
- Datafolhaúltima em 20/08 · vem publicando a cada 26 dias · próxima por volta de 15/09
- Genial/Quaestúltima em 13/08 · vem publicando a cada 33 dias · próxima por volta de 15/09
Institutos com uma pesquisa só no painel ainda não mostram ritmo: Gerp, Indexa, PoderData/Aya, Veritá.
A estimativa é só o ritmo passado de cada casa, e ritmo passado não marca data. As datas são as do fim das entrevistas. A publicação costuma sair alguns dias depois. E o passo não é fixo: perto da eleição, os institutos costumam publicar mais vezes.
Datas oficiais da eleição
- 1º turno— · faltam 39 dias
- 2º turno — a decisão que as 100 bolinhas mostram— · faltam 60 dias